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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Contratado com salário de R$ 36,8 mil pela Apex em Miami, o médico pessoal de Jair Bolsonaro nunca apareceu para trabalhar. Morava a 380 km do local. Mas calma: era tudo “pela pátria”, claro.

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O bolsonarismo nasceu gritando contra a “mamata”. Contra o aparelhamento do Estado. Contra os “esquerdistas que vivem às custas do povo”. E agora, com mais um escândalo exposto, talvez precise gritar de novo — mas de vergonha.

A Polícia Federal investiga o caso de Ricardo Camarinha, médico pessoal de Jair Bolsonaro, que foi nomeado como funcionário da ApexBrasil nos Estados Unidos. O problema? Ele nunca aparecia para trabalhar no escritório em Miami. Isso porque morava em Orlando, a 380 quilômetros de distância — o que não impediu que embolsasse R$ 36,8 mil por mês durante nove meses, até o fim do governo do “mito”.

A história veio à tona em relatório da própria Apex e foi confirmada por múltiplas fontes. Camarinha foi designado ao cargo durante a gestão do general da reserva Mauro Lourena Cid, pai do também investigado Mauro Cid, o mesmo das joias sauditas, da falsificação de cartão de vacina e da tentativa de golpe. Ou seja: o currículo da tropa é de peso.

Enquanto o povo se apertava com inflação, fome e gasolina a R$ 7, o médico do presidente fazia home office invisível com salário de alto escalão — sem bater ponto, sem relatório, sem função. Fantasma? Não. Patriota de outro plano astral.

A justificativa bolsonarista? Segundo o próprio Camarinha, ele prestava “assessoramento técnico” a empresas brasileiras em eventos médicos nos EUA. Só faltou dizer que atendia pacientes por telepatia, direto da Disney.

Tudo isso sob a bandeira do “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Mas quem ficou por baixo mesmo foi o contribuinte brasileiro, mais uma vez usado para financiar mordomias disfarçadas de missão oficial.

E assim segue o bolsonarismo: moralista no discurso, corrupto na prática. Pregam valores de família, mas vivem de rachadinha. Dizem lutar contra o sistema, mas criam um gabinete paralelo. Juram defender a ética, mas transformam cargos públicos em playground privado.

No fim das contas, Ricardo Camarinha é só mais uma peça no quebra-cabeça do cinismo bolsonarista. Um entre tantos que gritavam “acabou a mamata” enquanto enfiavam a boca no cocho.

Mas não se preocupe: se a PF apertar, sempre tem uma live, uma lágrima de crocodilo e um novo inimigo imaginário para culpar. Honestidade? Só no slogan. No resto, é tudo faz de conta — como o cargo do doutor patriota.


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