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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

PL da Devastação pode agravar o desmatamento no Pantanal, na Amazônia e no Cerrado. Especialistas alertam para consequências irreversíveis e cobram veto do presidente Lula.

Parlamentares, ambientalistas e movimentos sociais intensificaram a campanha “Veta, Lula!” contra o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que ameaça os principais biomas brasileiros e favorece setores do agronegócio em nome do lucro imediato.

Chamado por diversos segmentos da sociedade de PL da Devastação, o texto aprovado fragiliza o licenciamento ambiental, legaliza ocupações irregulares em terras públicas e amplia a liberação para desmatamento em áreas protegidas. Na prática, representa um ataque direto ao Pantanal, à Amazônia e ao Cerrado.

A proposta, caso sancionada, pode abrir caminho para a degradação acelerada de ecossistemas essenciais, com impactos diretos na biodiversidade, no ciclo das chuvas, nos rios, na qualidade do ar e na vida das populações que vivem do campo e da floresta.

A incoerência é evidente: o agronegócio que se diz “moderno” e competitivo insiste em destruir os pilares naturais que sustentam sua própria produção. Sem floresta, sem água e sem equilíbrio climático, não há soja, milho ou gado que resista. Mas isso não parece preocupar os grandes produtores, que priorizam o lucro imediato, mesmo ao custo da destruição irreversível do ambiente e da reputação internacional do Brasil.

Para pesquisadores da área ambiental, esse projeto representa um retrocesso de décadas. A aprovação do texto colocaria o país na contramão dos compromissos climáticos e poderia comprometer acordos comerciais com mercados que exigem responsabilidade ambiental como condição mínima.

Diante disso, a expectativa agora recai sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem o poder de vetar total ou parcialmente o projeto. A mobilização popular se intensifica com a hashtag #VetaLula ganhando destaque nas redes sociais e o apoio de parlamentares comprometidos com a pauta ambiental, como o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que também tem pressionado publicamente por um veto.

Proteger os biomas brasileiros não é apenas uma questão ambiental, mas de soberania, segurança alimentar, economia e futuro. A destruição, uma vez consumada, não pode ser revertida. O apelo ao presidente é claro: estar ao lado do povo, da vida e da natureza — e não do interesse de meia dúzia de bilionários que nunca plantaram uma árvore sequer.


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