Em nova polêmica, Margareth Buzetti chama Eduardo de “moleque” e critica o Supremo, enquanto STF segue como pilar de sustentação da democracia no Brasil
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) surpreendeu ao afirmar, em entrevista recente, que a culpa de Jair Bolsonaro estar usando tornozeleira eletrônica é do próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A declaração, considerada explosiva dentro do campo bolsonarista, revela rachaduras e tensões internas na extrema-direita.
“A culpa do Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque. Abuso não é o que o STF está fazendo, é o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo lá nos Estados Unidos com o país e com o pai dele”, disparou Buzetti, referindo-se às articulações do deputado, investigado por tentativa de golpe de Estado.
A senadora ainda destacou que qualquer avanço sobre um eventual impeachment de ministros do Supremo depende do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e reclamou da paralisia política diante da crise institucional provocada pelos aliados do ex-presidente.
STF sob ataque… e sob responsabilidade histórica
As falas de Buzetti refletem o desespero de uma ala bolsonarista que vê o cerco se fechar contra os envolvidos na tentativa de ruptura democrática entre 2022 e 2023. Desde os atentados golpistas de 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal vem exercendo papel fundamental na preservação da ordem constitucional.
Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o STF já:
- Conduziu a condenação de centenas de envolvidos nos ataques aos Três Poderes, com penas que chegam a 17 anos de prisão;
- Autorizou medidas cautelares contra Jair Bolsonaro, como a apreensão de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica;
- Aceitou as denúncias da Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Bolsonaro por suposta participação na trama golpista;
- Monitorou movimentações financeiras suspeitas com possível uso de informações privilegiadas antes do anúncio de sanções comerciais dos EUA;
- Ativou um programa permanente de combate à desinformação, em parceria com entidades da sociedade civil, jornalistas e universidades.
Diante de sucessivos ataques por parte de setores radicais, o Supremo tem reafirmado seu compromisso com o Estado Democrático de Direito, mesmo sob risco e tentativa de intimidação por parte de parlamentares aliados de Bolsonaro — incluindo tentativas fracassadas de abertura de impeachment contra ministros.
A implosão do bolsonarismo
A fala de Margareth Buzetti evidencia o desgaste interno no campo bolsonarista. Chamar Eduardo de “moleque” e atribuir a ele a responsabilidade pela tornozeleira do pai é mais do que um desabafo: é um sinal de que parte da base aliada de Jair Bolsonaro começa a procurar culpados pela derrocada política do grupo.
Bolsonaro está inelegível, responde a múltiplas ações no Supremo, e os seus aliados — como Eduardo e outros deputados — agora enfrentam investigações que podem resultar em cassações, prisões e bloqueio de bens.
Enquanto isso, o povo brasileiro assiste à tentativa de reorganização das instituições diante da ameaça extremista. O STF segue sendo um dos pilares de sustentação da democracia, enfrentando tanto a fúria da extrema-direita quanto os desafios de proteger a Constituição num dos momentos mais delicados da história política recente.

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