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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Governo de Mato Grosso entrega Hospital Regional de Sinop a consórcio e deixa concursados da enfermagem a ver navios

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A Resolução CIB/MT nº 249, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 22 de julho de 2025, escancara mais um capítulo do desmonte do SUS em Mato Grosso. O governo Mauro Mendes aprovou a formalização de um Termo de Convênio entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires para repassar a gestão do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop, por 36 meses.

A medida terceiriza a operação da unidade hospitalar, situada na Região de Saúde Teles Pires, Macrorregião Norte, deixando de lado o concurso público realizado recentemente para profissionais da enfermagem, que seguem sem convocação e com a esperança esmagada pela omissão do governo.

A mensagem do governador é clara: o servidor concursado não tem vez. A gestão pública é terceirizada, o dinheiro público é entregue para entidades privadas e os trabalhadores que passaram por um concurso legítimo ficam a ver navios.

Da destruição ao sucateamento: um ciclo vicioso

O modelo adotado por Mauro Mendes segue os mesmos passos do desastroso governo de Pedro Taques, que terceirizou a saúde de cabo a rabo e protagonizou uma das piores gestões da história mato-grossense. Não à toa, Taques sequer conseguiu a reeleição. O povo sentiu na pele a tragédia do SUS sucateado, com hospitais precarizados, filas intermináveis e falta de medicamentos.

Agora, o atual governador caminha na mesma direção — e já anuncia pretensões de disputar o Senado em 2026. Resta o alerta: que a categoria da enfermagem e todos os defensores do serviço público não se esqueçam de que Mauro Mendes é o mesmo que desrespeita concursos, ignora os trabalhadores e enfraquece o SUS.

Terceirização é atestado de incompetência

A terceirização da saúde virou um símbolo da falta de compromisso do Estado com a população. É a escolha política de não construir uma estrutura sólida, de não valorizar servidores, de manter tudo nas mãos de consórcios e contratos precários.

A gestão pública deve ser pública. E o SUS deve ser fortalecido com recursos diretos, equipes efetivas e compromisso institucional. Mas o que se vê é justamente o contrário: um governo que prefere entregar a responsabilidade a terceiros, com altos custos e baixos resultados.

A cada nova resolução como essa, Mato Grosso afunda um pouco mais na lógica do improviso, da omissão e da terceirização da culpa.


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