Moraes determina apuração de movimentações suspeitas no mercado cambial horas antes do comunicado oficial dos EUA
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) a abertura de uma nova frente de investigação para apurar o uso indevido de informações privilegiadas — prática conhecida como insider trading — no mercado cambial brasileiro. A medida está relacionada ao anúncio das tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
A decisão de Moraes atende a uma petição da Advocacia-Geral da União (AGU), que enviou à Corte, no sábado (19), uma notícia de fato com indícios de movimentações suspeitas de compra e venda de dólares ocorridas poucas horas antes da divulgação oficial da medida norte-americana.
A AGU solicitou que esses elementos sejam incluídos no inquérito já em curso contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por sua atuação nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro e agora também suspeito de envolvimento em operações financeiras suspeitas ligadas a informações privilegiadas de caráter internacional.
Segundo fontes da investigação, grandes volumes de dólares foram negociados em instituições financeiras e corretoras vinculadas a pessoas físicas e jurídicas próximas ao entorno bolsonarista, levantando o alerta sobre possível vazamento de informações estratégicas que beneficiaram financeiramente determinados grupos.
A movimentação cambial atípica coincide com a preparação do anúncio de Donald Trump, que recentemente voltou à presidência dos EUA e declarou a imposição de novas tarifas ao Brasil sob o pretexto de “proteger a indústria americana”.
A operação está sendo tratada como de “alta sensibilidade” no STF, podendo revelar uma articulação entre interesses políticos e econômicos transnacionais que beneficiaram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, a suspeita de uso ilegal de informação sigilosa para manipulação do mercado agrava o cenário jurídico de Eduardo Bolsonaro, que já é investigado por outros crimes contra o Estado Democrático de Direito.

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