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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Direção do Partido dos Trabalhadores anuncia ações judiciais contra locutor bolsonarista e cobra responsabilização da Expoagro por discurso de ódio em evento financiado com recursos públicos

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O que aconteceu neste final de semana durante a 57ª Expoagro, em Mato Grosso, é uma vergonha para o Estado e um atentado à democracia. O evento, que deveria ser um espaço de convivência, cultura e pluralidade, foi palco de mais um episódio grotesco de ódio político e intolerância promovido por quem deveria prezar pelo respeito.

O locutor de rodeio Cuiabano Lima, em plena arena e diante de uma multidão, usou o microfone para atacar com palavrões e insultos toda a “galera da esquerda”. Suas palavras foram claras e violentas:

“Aqui é Bolsonaro, porra! Vá para a puta que pariu, ok?”

A cena foi presenciada por famílias, crianças e visitantes de todas as regiões do estado, durante um evento com apoio institucional e recursos públicos. O ato foi gravado, compartilhado nas redes e gerou indignação em diversos setores da sociedade.

Diante da gravidade dos fatos, o PT de Mato Grosso reagiu imediatamente. Em nota pública, a direção estadual do partido classificou a fala como criminosa, alertou para os riscos da normalização do discurso de ódio e anunciou medidas concretas:

  • Abertura de ação judicial contra o locutor por incitação à violência política;
  • Representação no Ministério Público contra os dirigentes da Expoagro por omissão ou conivência;
  • E cobrança para que a Justiça reforce os limites entre opinião e crime, sobretudo em eventos financiados com recursos da população.

“Num Estado marcado pela violência política, esse tipo de fala é irresponsável e perigoso. Isso não pode se repetir. O PT vai até o fim nessa cobrança”, declarou a direção do partido.

A legenda também relembrou que o Brasil é uma democracia, e que a divergência faz parte do jogo político. O que não se pode aceitar é a vulgaridade, a intimidação e o ódio como regra.

Além das medidas judiciais, a militância petista e os movimentos progressistas já se articulam para denunciar o episódio em todas as esferas e impedir que o extremismo se espalhe sob o pretexto de “liberdade de expressão”.

“Seguiremos firmes por um Mato Grosso onde caibam todos e todas. Com coragem, com respeito e com justiça. Não aceitaremos o silêncio, a covardia e o ódio como normalidade. Não passarão!


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