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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Nicolas Ferreira e Magno Malta perdem o controle e xingam tudo e todos em discurso agressivo e desconectado da realidade — com direito a fake news sobre a pandemia e ameaças à democracia

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Em mais um espetáculo grotesco que beira o delírio, o deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG) e o senador Magno Malta (PL-ES) protagonizaram um verdadeiro show de horrores no Congresso Nacional. Entre gritos, ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, xingamentos à imprensa e ataques ao presidente Lula e à ex-presidenta Dilma, sobrou até para a democracia — que, segundo eles, parece ser um “problema secundário” diante de suas paixões autoritárias.

A dupla, conhecida por discursos inflamados e pouca conexão com a realidade dos fatos, voltou a distorcer a história recente do país ao dizer que “se não fosse Bolsonaro na pandemia, o trabalhador teria sido abandonado”. Ora, vamos aos fatos: o ex-presidente Jair Bolsonaro sugeriu R$ 200 de auxílio emergencial. O valor de R$ 600 só foi conquistado graças à pressão da bancada do PT e de partidos progressistas no Congresso Nacional, que lutaram para garantir o mínimo de dignidade ao povo brasileiro.

Além disso, Bolsonaro zombou das vítimas, incentivou aglomerações, desdenhou das vacinas, dizendo que quem tomasse viraria “jacaré”, e ainda demorou meses para comprar imunizantes, inclusive rejeitando ofertas da Pfizer. O resultado foi trágico: quase 700 mil mortes, colapso em hospitais e escassez de oxigênio, como ocorreu em Manaus. A condução negacionista da pandemia é considerada um dos maiores desastres sanitários da história do Brasil.

Mas nada disso importa para os “defensores da liberdade” — liberdade esta que, ao que tudo indica, só vale para eles mesmos. Nicolas chegou ao ponto de dizer que “está defendendo até os jornalistas de esquerda”, chamando-os de “idiotas”, como se o direito à crítica fosse um favor concedido por ele.

Já Magno Malta, visivelmente exaltado e cada vez mais conhecido nos bastidores como “o senador da pinga”, usou a tribuna para ameaçar o Supremo Tribunal Federal: “Põe a mão em Bolsonaro e tenta a sorte!”. A fala não é apenas irresponsável, é criminosa, pois atenta contra um dos pilares da democracia: a independência dos Poderes.

A retórica golpista, violenta e descolada da realidade evidencia o desespero de quem não aceita a derrota nas urnas e insiste em flertar com o autoritarismo. Enquanto isso, o Brasil segue reconstruindo sua democracia e retomando o rumo após os anos de retrocesso.

Mas uma coisa é certa: gritar, xingar e ameaçar não apagam os fatos. E a história está registrando tudo.


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