Hospital Regional enviou quatro ofícios alertando sobre falta de profissionais e risco de mortes evitáveis, mas governador e secretário seguem em silêncio
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O governador Mauro Mendes (União Brasil) e o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, são alvos de fortes críticas após ignorarem sucessivos pedidos de socorro do Hospital Regional de Sinop. Desde novembro de 2024, a unidade encaminhou quatro ofícios denunciando a falta crônica de profissionais, o fechamento de leitos e o risco iminente de óbitos evitáveis por negligência do Estado. Até agora, nenhuma providência foi tomada.
O mais recente alerta, assinado pela superintendente de enfermagem Cláudia da Conceição Vaz, chegou à Secretaria de Estado de Saúde em 15 de julho. O documento é categórico: a situação chegou ao limite. Com 91 profissionais a menos, o hospital já perdeu 14 leitos e opera em estado crítico. Apenas na UTI Adulto, há 3 trabalhadores por plantão para 10 leitos — o mínimo necessário seria 7.
Na emergência, o quadro se repete: 3 profissionais enfrentam a demanda que exige ao menos 5 por turno. A sobrecarga tem levado à demissão em massa: 66 desligamentos em 8 meses, sendo 18 apenas no último mês. E nada muda.
Propaganda de “hospital de primeiro mundo”, mas sem profissionais
Enquanto a população aguarda atendimento, o governo estadual prefere investir em propaganda. Mauro Mendes ostenta em suas redes sociais que está construindo hospitais “de primeiro mundo” e cita índices de satisfação de 97% — uma realidade que em nada reflete o que vive a população de Sinop e região.
Os recursos existem. O que falta é vontade política. Ao invés de convocar os aprovados no concurso público de 2023, o governo estadual insiste em maquiar a crise com parcerias duvidosas e discursos vazios. A proposta mais sensata apresentada até agora veio da direção do próprio hospital: fechamento emergencial de leitos e convocação imediata dos concursados.
Mauro e Gilberto: cúmplices do colapso
Ao não responderem aos quatro ofícios oficiais — em novembro, fevereiro, maio e julho — o governador e o secretário se tornam cúmplices diretos do colapso. A omissão não é apenas administrativa, mas criminosa. Cada minuto de silêncio pode custar uma vida.
Em vez de enfrentar o problema com coragem e transparência, o governo se refugia no marketing. Mas a realidade bate à porta dos profissionais da saúde todos os dias — e agora, grita.
A população de Sinop, do norte do estado e de todo o Mato Grosso precisa saber: a crise não é por falta de recursos. É por descaso.

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