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Em live, Eduardo Bolsonaro ameaça delegado que investiga seu pai, desafia a Polícia Federal e confirma que continuará como deputado, mesmo ausente dos trabalhos desde fevereiro

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou ao centro das polêmicas ao fazer ameaças públicas ao delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal, durante uma live transmitida neste domingo (20). O delegado é responsável por investigações que envolvem seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cachorrinho da Polícia Federal que tá me assistindo, deixa eu saber não. Se eu ficar sabendo quem é você… ah, eu vou me mexer aqui. Pergunta ao tal delegado Fábio Alvarez Shor se ele conhece a gente…”, disparou o parlamentar, com tom intimidador.

Fábio Shor atua em inquéritos no STF que apuram a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e a fraude nos cartões de vacina, investigações que atingem diretamente Jair Bolsonaro e seus aliados mais próximos.

A fala provocou reação imediata da cúpula da PF. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, declarou:

Recebo com indignação mais essa covarde tentativa de intimidação aos servidores policiais. Nenhum investigado intimidará a Polícia Federal.

Eduardo, que é escrivão licenciado da PF, já havia sido alvo de um procedimento disciplinar por declarações anteriores contra o delegado Shor. Agora, pode enfrentar novas investigações criminais por ameaças a agentes públicos.

Além do confronto com instituições, Eduardo Bolsonaro também confirmou que não pretende renunciar ao mandato, apesar de estar fora do país desde fevereiro, em uma longa licença não remunerada. Segundo ele, seu mandato pode seguir por mais “três meses”, mesmo sem presença ativa na Câmara.

De cara adianto para vocês: eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Então, se eu quiser, eu consigo levar o meu mandato pelo menos aí até os próximos três meses”, afirmou na mesma live.

A licença de 120 dias, combinada com ausências justificadas por ‘tratamento de saúde’, terminou neste domingo (20). A partir de agora, as faltas do deputado passarão a ser contabilizadas, caso não haja novas justificativas.

A ausência de Eduardo do Brasil começou uma semana antes de o STF tornar Jair Bolsonaro réu pela tentativa de golpe. Ao sair, ele fez críticas ao Supremo e ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

O caso reacende o debate sobre impunidade, abuso de prerrogativas parlamentares e uso do cargo público para blindagem pessoal. Enquanto desafia autoridades e tenta intimidar investigadores, Eduardo segue mantendo seu mandato — mesmo ausente e sem prestar contas à população.


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