Primeira-dama Virgínia Mendes é cobrada pela Justiça Federal por dívida milionária da empresa onde figura como sócia; boatos indicam possível candidatura, mas conduta fiscal levanta questionamentos sobre sua legitimidade.
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, virou alvo de uma ação judicial movida pela União para cobrança de dívida milionária relacionada a impostos federais não pagos. O processo, em trâmite na 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal de Mato Grosso, pede a penhora de bens pessoais da esposa do governador Mauro Mendes (União Brasil) no valor de R$ 1.622.823,80, referentes a tributos devidos pela empresa da qual ela é sócia, a Isme Comércio de Produtos Hospitalares e Medicamentos.
A Procuradoria da Fazenda Nacional afirma que Virgínia, como responsável solidária da empresa, deixou de pagar IRPJ, CSLL, Cofins e PIS no período de 2012 a 2016. A cobrança foi inscrita em dívida ativa da União em 2019, mas a empresa não quitou o débito, o que levou à abertura da ação de execução fiscal.
Apesar do alto valor, a defesa da primeira-dama alega que a empresa está inativa desde 2016 e que Virgínia não teria mais responsabilidade sobre as dívidas. No entanto, a União aponta que ela ainda figura como sócia no contrato social e, portanto, é corresponsável.
Enquanto cidadãos comuns são penalizados com bloqueios, multas e execuções por dívidas bem menores, a elite política parece gozar de outro tratamento — até que venha à tona a pressão da imprensa e da sociedade civil.
O caso revela, mais uma vez, a contradição entre o discurso moralista adotado por setores ligados ao governo Mauro Mendes e a prática dos seus próprios integrantes, incluindo sua esposa.
Além disso, há boatos e especulações de que Virgínia Mendes possa se lançar como pré-candidata a deputada estadual ou federal nas próximas eleições. Diante desse cenário, cabe perguntar: como uma pessoa que atua dessa forma, fugindo de suas obrigações com o fisco e tendo bens ameaçados de penhora, pode se apresentar como representante legítima do povo mato-grossense?
A população de Mato Grosso precisa estar atenta: quem deseja legislar em nome do povo deve, no mínimo, dar exemplo de responsabilidade com a coisa pública.

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