Pesquisa Genial/Quaest mostra avanço na aprovação do presidente Lula após medidas populares e postura firme diante do “tarifaço” dos EUA.
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (17) confirma o que as redes sociais e o povo nas ruas já vinham sinalizando: Lula voltou a crescer na opinião pública, impulsionado por medidas de alívio fiscal, enfrentamento ao “Congresso Inimigo do Povo” e pela postura firme na defesa do Brasil diante do “tarifaço” de Donald Trump.
De acordo com os dados, a aprovação do governo subiu de 40% para 43%, enquanto a reprovação caiu de 57% para 53% — uma recuperação expressiva após meses de estabilidade.
Isenção do IR e medidas para a classe média
Um dos pontos centrais da retomada da popularidade do presidente foi o envio e aprovação, em comissão da Câmara, da proposta que isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e concede descontos progressivos até R$ 7 mil. A medida, de forte impacto para a classe média e trabalhadora, foi recebida com entusiasmo pela população.
Ao mesmo tempo, a resistência de parte do Congresso à proposta alimentou a narrativa impulsionada por Lula nas redes, de que o Parlamento age contra o povo, beneficiando os mais ricos e travando avanços sociais.
O “Congresso Inimigo do Povo”
A expressão viralizou e ajudou a transformar o debate político. Lula tem usado com frequência o termo “Congresso Inimigo do Povo”, referindo-se aos parlamentares que se aliaram ao Centrão para barrar medidas populares. Com apoio de comunicadores e influenciadores, o discurso se espalhou, principalmente entre jovens e trabalhadores urbanos.
Segundo o levantamento da Quaest, Lula cresceu entre eleitores com ensino superior (de 33% para 45%) e entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos, sinalizando que a classe média passou a ver no presidente um aliado novamente.
Resposta firme a Trump fortalece imagem nacionalista
Outro fator que turbinou a aprovação de Lula foi a resposta enérgica ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros.
Em pronunciamentos públicos e nas redes sociais, Lula reagiu com indignação e firmeza: prometeu respostas com base na reciprocidade comercial e afirmou que “o Brasil não será tutelado por ninguém”.
A campanha “Brasil Soberano” foi lançada pelo governo e ganhou tração popular. A pesquisa mostrou que:
- 72% dos brasileiros desaprovam as tarifas de Trump,
- 79% afirmam que elas prejudicam o Brasil,
- e 51% defendem retaliações comerciais por parte do governo Lula.
Reação popular e fortalecimento eleitoral
A pesquisa ainda indica que Lula voltou a liderar todos os cenários de primeiro turno nas simulações para 2026, e tem vantagem contra Jair Bolsonaro em eventual segundo turno. A alta nas pesquisas foi registrada em praticamente todos os segmentos, com exceção dos eleitores evangélicos.
Com isso, o presidente retoma o fôlego político necessário para enfrentar um cenário econômico desafiador e um Congresso hostil.

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