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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Eduardo Bolsonaro articula com Trump nos EUA, recebe R$ 600 mil de verba pública e ninguém se escandaliza. Mas imagine se fosse o Lulinha…

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Imagine a cena: o filho do Lula recebendo R$ 600 mil de dinheiro público, constando como “assessor jurídico” da Câmara dos Deputados, mas vivendo no exterior articulando eventos políticos com líderes internacionais — e, de quebra, defendendo que os empresários brasileiros fossem taxados em 50% nas exportações. Já pensou?

A Rede Globo teria plantão. O Jornal Nacional em edição especial. Os comentaristas da Jovem Pan estariam espumando. A direita pediria prisão preventiva, CPI, cassação, confisco e exílio. O próprio STF seria pressionado para agir.

Agora volte à realidade.

Quem faz exatamente isso é Eduardo Bolsonaro, o “zero três”, em parceria com seu braço direito, o advogado Sérgio Sant’Ana, que recebeu R$ 600 mil do fundo partidário do PL, segundo revelou o jornalista Paulo Motoryn, do The Intercept Brasil.

E o Brasil? Silencia.

Golpismo com nota fiscal e silêncio cúmplice

Sant’Ana consta oficialmente como assessor da bancada do PL na Câmara, mas seu trabalho acontece bem longe de Brasília. Ele organiza eventos da ultradireita nos Estados Unidos, como o CPAC, que serve de palanque para ataques à democracia, idolatria a Trump e articulações internacionais contra a soberania brasileira.

Recentemente, o próprio Donald Trump prometeu taxar em 50% as exportações do agro brasileiro — e adivinha quem estava lá, aplaudindo tudo? Sim, Eduardo Bolsonaro e seus colegas de conferência.

Ou seja: o filho do ex-presidente está atuando para prejudicar diretamente o Brasil no cenário internacional — com verba pública.

Mas e se fosse o Lulinha?

Se fosse o filho do Lula participando de conferências internacionais pedindo taxação contra o agro, o empresariado e o Brasil, o noticiário já estaria convocando tanques. Mas como o sobrenome é Bolsonaro, vale tudo.

É o complexo de vira-latas elevado ao nível institucional: uma elite política que financia sabotagens contra o próprio país, usando dinheiro do povo e ainda se diz “patriota”.

E o Conselho de Ética? O Ministério Público? A CPI? Ah, esses só aparecem quando é professor de escola pública comprando caneta ou artista ganhando edital.


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