Prefeito de Cuiabá afirma que medida visa “equilibrar as contas”, mas, na prática, aumenta os gastos públicos com indicações políticas e favorecimento de aliados
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou que não irá pagar o terço de férias referente ao recesso escolar de 15 dias dos trabalhadores da rede pública municipal. A alegação? Falta de recursos. Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor disse que a medida visa equilibrar as contas do município e criticou a antiga gestão de Emanuel Pinheiro (MDB), afirmando que o modelo adotado anteriormente era “insustentável”.
Mas a incoerência aparece logo em seguida.
Dias antes, o próprio Abílio Brunini enviou à Câmara Municipal um projeto para criação de 50 novos cargos comissionados, uma verdadeira farra orçamentária. A estimativa oficial é que essa nomeação custe R$ 5,4 milhões até o fim de 2026 aos cofres públicos .
A pergunta que fica é:
👉 Para pagar férias de professor não tem verba, mas para inchar a máquina com cargos políticos sobra dinheiro?
A justificativa de “ajuste fiscal” desmorona quando se vê o prefeito priorizando nomeações ao invés dos direitos dos servidores. Enquanto isso, os trabalhadores da educação, que já convivem com sobrecarga e baixos salários, são mais uma vez penalizados.
A ironia é dura: Abílio economiza nas férias de quem trabalha, mas gasta com férias permanentes para cabos eleitorais e aliados do poder.
É a política do falso moralismo: corta onde dói no povo e infla onde agrada os vereadores.

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