Caso da operação “Terra à Vista”, que envolve fraude de R$ 150 milhões no setor madeireiro, será julgado em Sinop (MT)
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Um dos maiores escândalos ambientais dos últimos anos em Mato Grosso, a fraude no sistema de transporte e comercialização de madeira — que causou prejuízo estimado em R$ 150 milhões aos cofres públicos — será julgada em Sinop, na 5ª Vara Criminal, conhecida por atuar no coração do agronegócio mato-grossense.
A operação “Terra à Vista”, deflagrada em 2019, investigou uma organização criminosa que operava dentro da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), utilizando o sistema Sisflora para facilitar a extração e venda ilegal de produtos florestais. A investigação levou ao cumprimento de 128 mandados de prisão, embora 70 pessoas tenham sido liberadas em audiências de custódia.
Originalmente, o processo tramitava na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. No entanto, por decisão da juíza Alethea Assunção Santos, e a pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a ação foi transferida para a 5ª Vara Criminal de Sinop, em razão da localização dos crimes — que ocorreram em municípios como Itaúba, Paranaíta, Guarantã do Norte e Nova Monte Verde.
Com isso, o juiz Anderson Clayton Dias Batista, responsável pela Vara de Sinop, terá autoridade para validar ou anular os atos processuais praticados até o momento e conduzir o julgamento dos réus.
Justiça ou jogo de cena?
A pergunta que não quer calar é: e agora, Justiça? Vai prevalecer a ética, a transparência e a moralidade, ou tudo será jogado na lata do lixo?
Estamos falando de um escândalo de R$ 150 milhões que envolve servidores públicos e empresários do setor madeireiro — muitos deles com vínculos históricos com grupos da extrema-direita ruralista. Será que o crime vai compensar de novo? Ou, quem sabe, a blindagem venha por serem “amigos do rei”? Porque, se fosse um pobre pegando lenha no mato, já estaria na cadeia faz tempo. Mas quando o crime é sofisticado e tem CPF graúdo, o tratamento muda, né?
A operação apontou corrupção, fraudes ambientais e envolvimento direto de servidores públicos. Além de Cuiabá e Sinop, a ação da Polícia Civil passou por mais de 20 cidades, incluindo Alta Floresta, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Juara, Sorriso, Aripuanã e Santa Carmem.
A investigação continua sendo um marco no combate ao crime ambiental e à impunidade nos bastidores do setor madeireiro e ambiental de Mato Grosso.

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