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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Ex-presidente sugere que perdoar golpistas do 8 de janeiro ajudaria a conter as tarifas dos EUA. É o vira-latismo em sua forma mais patética.

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela


📢 Neste domingo (13), Jair Bolsonaro ultrapassou todos os limites da submissão ideológica: sugeriu que a anistia aos golpistas do 8 de janeiro poderia ajudar o Brasil a escapar das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Sim, é isso mesmo. Para Bolsonaro, libertar os aliados presos por tentar destruir a democracia brasileira seria um gesto bonito que agradaria ao “tiozão de topete amarelo” — e, quem sabe, ajudaria a baixar o preço do suco de laranja.

“A medida americana tem muito mais, ou quase tudo a ver com valores e liberdade, do que com economia”, escreveu ele nas redes.


O vira-latismo bolsonarista atingiu seu ápice

Ao transformar uma questão de segurança nacional e respeito à Constituição em peça de barganha com um governo estrangeiro, Bolsonaro reafirma o que sempre foi: um mascote de Trump, um caudatário ideológico sem qualquer apreço pela soberania do país.

Enquanto líderes sérios negociam acordos bilaterais com firmeza e dignidade, Bolsonaro pede por clemência tarifária em troca de perdão judicial aos amigos do golpe.


Diplomacia do desespero

Essa manobra é tudo, menos inocente. Bolsonaro sabe que está encurralado: com investigações em andamento, provas acumuladas e aliados condenados, tenta usar a política internacional como narrativa interna.

Transforma Trump em referência moral e usa o povo brasileiro como escudo — tentando fazer parecer que a única saída para salvar a economia é soltar os que tentaram destruí-la com ataques às instituições.

“Não é negociação, é submissão. Não é geopolítica, é desespero com laço vermelho, branco e azul.”


Trump, laranja, golpismo e vergonha

Nem a diplomacia norte-americana, nem os mercados, nem o Congresso americano fizeram qualquer associação entre a anistia dos golpistas e a imposição de tarifas. A ligação existe só na cabeça de Bolsonaro — e no seu eterno complexo de vira-lata.

Ele não quer evitar sanções. Quer evitar a cadeia.


O Brasil não é colônia

A tentativa de condicionar decisões nacionais a vontades estrangeiras fere os princípios básicos da soberania. E anistiar golpistas não é política externa — é traição interna.

Bolsonaro não quer governar. Quer barganhar. E o que está colocando à venda não é só a própria reputação — é a democracia brasileira.


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