Governador de São Paulo liga para o STF, tenta negociar com Trump e escancara o plano de asilo político para o ex-presidente réu
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela
(Fonte: Revista Fór

um / Reprodução)
A contagem regressiva está chegando ao fim. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, já concluiu o parecer que pode levar à condenação — e à tão esperada prisão — de Jair Bolsonaro. O prazo final é esta segunda-feira, 14 de julho. A dúvida agora não é se Bolsonaro será condenado, mas sim quando ele será preso.
O ex-presidente, que durante quatro anos repetiu que “bandido bom é bandido preso”, talvez esteja prestes a se tornar o próprio exemplo. O Brasil acompanha, atento, o desfecho que pode fazer história: a prisão de um ex-presidente por crimes contra a democracia.
Mas, nos bastidores, o desespero já bateu. Tão logo a notícia da possível prisão começou a circular, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — o “poste” que Bolsonaro criou — ligou para o Supremo Tribunal Federal pedindo a liberação do passaporte do ex-chefe. Como se não bastasse, o mesmo Tarcísio agora tenta posar de negociador com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no episódio das tarifas de 50% contra o Brasil.
A verdade? Agora todo mundo entende o real motivo do telefonema e da “missão diplomática” improvisada. A liberação do passaporte era, na prática, a válvula de escape de Bolsonaro. A tentativa de Tarcísio não era para salvar o agro, o país, nem a economia. Era para salvar o cúmplice, garantir a rota de fuga e tentar um asilo político com o “tio Trump”, também conhecido como tupete amarelo.
O Brasil assiste, incrédulo, à encenação: de um lado, um procurador que finalmente entrega o parecer esperado; de outro, um governador que finge ser patriota enquanto se ajoelha diante da bandeira americana e implora proteção para o fugitivo que jurava “enfrentar o sistema”.
A canalhice vai além do complexo de vira-latas. Vai até o servilismo explícito, disfarçado de heroísmo. Quando Trump ameaça taxar o Brasil, Tarcísio corre para fazer média, mas o que está em jogo mesmo é a liberdade do seu criador — e a tentativa de impedir que Bolsonaro, finalmente, durma no xilindró.
Preparem a pipoca. A justiça pode, enfim, fazer história.

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