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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto o Brasil tenta proteger sua economia, Eduardo Bolsonaro vira garoto-propaganda das tarifas americanas

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O Brasil acordou com mais uma pérola diplomática do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que parece ter confundido o Congresso Nacional com uma extensão da Embaixada dos Estados Unidos.

Filho do ex-presidente e eterno entusiasta da submissão ao Tio Sam, Eduardo — também conhecido como Bananinha — resolveu apoiar publicamente a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Isso mesmo: o parlamentar brasileiro está batendo palmas para uma medida que prejudica exportadores nacionais, principalmente do agronegócio — aquele mesmo setor que a família Bolsonaro vive dizendo defender.

🔻 Chamado de “lesa-pátria” até por empresários

A repercussão foi imediata. Lideranças do agro não engoliram a bajulação transatlântica. Acusado de traição aos interesses nacionais, Eduardo virou alvo de críticas pesadas de produtores de café, suco de laranja e proteína animal — todos diretamente atingidos pelas tarifas.

O título de “lesa-pátria” não foi dado por militantes de esquerda, mas por empresários incomodados com o deputado que parece mais preocupado em agradar Trump do que proteger o Brasil. Segundo fontes do setor, há articulações para pedir sua cassação por agir em defesa de interesses estrangeiros, ferindo gravemente a soberania econômica nacional.

🔍 O vira-latismo institucionalizado

O caso é emblemático. Eduardo Bolsonaro representa o que há de mais simbólico no complexo de vira-latas da elite submissa brasileira: enquanto o país luta para diversificar mercados, gerar empregos e defender sua indústria, ele age como um porta-voz de um governo estrangeiro que quer nos taxar.

É como se dissesse: “Sim, senhor Trump, pode prejudicar o Brasil — e eu ainda bato palmas!”

CNA já avalia ação formal

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está estudando apresentar uma representação no Conselho de Ética da Câmara. Se o pedido prosperar, o “filho do mito” pode ter que explicar por que anda tão empenhado em defender um país que trata o Brasil como quintal, e não como parceiro.

No fim das contas, o episódio escancara que, para alguns parlamentares, o sobrenome pesa mais que o CPF. Eduardo Bolsonaro pode até ser filho do ex-presidente — mas está longe de ser filho da pátria.


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