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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Presidente americano impõe tarifa de 10% a todos os países do bloco — inclusive aliados — e expõe o real pavor dos EUA: um mundo que deixe de usar a moeda americana

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A mais recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que irá impor tarifas de 10% a todos os países do BRICS, reacendeu os alertas sobre o papel dos EUA na geopolítica mundial — e, principalmente, sobre a tentativa de manter o dólar como moeda dominante a qualquer custo.

“Não interessa se é aliado, parceiro comercial ou bajulador de plantão — se tá no BRICS, vai pagar”, declarou Trump em tom ameaçador.

A fala foi interpretada como um ataque direto à crescente articulação do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos), que discute alternativas à hegemonia do dólar nas transações internacionais. O bloco vem sinalizando com força a possibilidade de adotar moedas locais ou até uma nova unidade de conta comum para o comércio entre os países-membros.

O medo real: perder o controle

Apesar do discurso parecer motivado por questões comerciais ou até por “solidariedade” com Jair Bolsonaro (como insinuam setores bolsonaristas), analistas afirmam: Trump não está nem aí para o ex-presidente brasileiro. O que realmente preocupa os EUA é o risco de ver o mundo abandonar a dependência do dólar, o que enfraqueceria o poder econômico e militar norte-americano.

O dólar não é apenas uma moeda — é uma ferramenta de poder global. Cerca de 60% das reservas cambiais do mundo estão em dólar. Países que tentam sair dessa lógica são frequentemente punidos com sanções, embargos e, agora, ameaças tarifárias preventivas.

A diplomacia do “tenta punir”

A fala de Trump se encaixa numa lógica já conhecida da diplomacia americana: “Se não pode controlar, tenta punir”. Quando vê sua influência ameaçada, os EUA recorrem a tarifas, sanções econômicas ou apoio a regimes favoráveis.

O curioso é que até aliados próximos, como o Brasil, foram incluídos na ameaça. Ou seja: o critério não é ideológico, é estratégico. Para os EUA, qualquer país que desafie a supremacia do dólar será tratado como inimigo — mesmo que tenha sido bajulador de Trump ou parceiro comercial histórico.

O papel do Brasil

O Brasil, como membro fundador do BRICS, tem papel central nesse processo de mudança na ordem global. E apesar das pressões externas, segue dialogando com países emergentes em busca de um sistema financeiro mais justo, multipolar e baseado na cooperação — e não na dominação de uma só potência.

Mas para isso, é preciso manter a soberania nacional, fortalecer instituições independentes e se proteger de ingerências externas disfarçadas de “amizade”.


Fonte: Declarações públicas do presidente Donald Trump (julho de 2025), análises geopolíticas de The Economist, El País, Valor Econômico e canais independentes como @gabinetedoociopodcast.
Créditos adicionais: redes sociais e observadores políticos.


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