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Medida eleva de 513 para 531 o número de deputados federais e pode gerar até R$ 380 milhões em novos gastos públicos — enquanto o Congresso barra taxação de bilionários e discute cortes no Bolsa Família

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Congresso Nacional aprovou um projeto que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais a partir das eleições de 2026. A medida, que beneficia estados que cresceram em população segundo o Censo de 2022, tem sido duramente criticada por organizações sociais e especialistas por aumentar os gastos públicos em até R$ 380 milhões em quatro anos, em um momento em que parlamentares da mesma Casa discutem cortes em programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

Apesar da justificativa oficial de “justiça na representação”, o projeto representa um aumento real da máquina pública, com impacto direto também nos legislativos estaduais, já que o número de deputados estaduais também será ampliado conforme a nova composição federal.

Segundo estimativas da imprensa especializada, cada novo deputado federal custa, em média, R$ 2,7 milhões por ano — somando salários, verba de gabinete, cota parlamentar e outras despesas. Com 18 novas cadeiras, o custo adicional na Câmara pode ultrapassar R$ 90 milhões anuais. Nos estados, o aumento da representação pode gerar mais de R$ 85 milhões/ano em despesas extras, totalizando até R$ 150 milhões a mais por ano para os cofres públicos.

A proposta foi aprovada com 270 votos favoráveis e 207 contrários na Câmara dos Deputados e posteriormente chancelada pelo Senado. A nova composição valerá a partir de fevereiro de 2027.

“Eles barram a taxação dos super-ricos, alegam falta de recursos para políticas sociais, mas aprovam a ampliação de cargos e privilégios no Congresso. É mais uma prova de que estamos diante de um Congresso inimigo do povo”, criticou uma liderança popular que acompanha os debates no Legislativo.

Críticas crescem

Diversos setores da sociedade veem a medida como mais um reflexo do distanciamento entre o Congresso e as necessidades reais da população. Enquanto milhões de brasileiros enfrentam fome, desemprego e falta de moradia, os parlamentares aprovam aumento de cadeiras e manutenção de regalias, como auxílio-moradia, carros oficiais e cotas generosas para viagens e assessores.

A Câmara afirma que o aumento será “absorvido dentro do orçamento já existente”, sem suplementação. No entanto, especialistas alertam que na prática, isso significa redistribuir os recursos entre mais deputados, sem qualquer ganho de eficiência ou economia — apenas mais gastos com menos impacto real na vida do povo.


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