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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

O tiro saiu pela culatra: deputados bolsonaristas podem perder direitos políticos por espalhar desinformação em Belo Horizonte

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais entrou com uma ação na Justiça pedindo a suspensão dos direitos políticos do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do deputado estadual Bruno Engler (PL-MG). O motivo? Nada mais, nada menos do que espalhar fake news contra o então prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), durante a campanha eleitoral de 2024.

Sim, aquele mesmo Nikolas que vive bradando contra a “censura” e a “liberdade de expressão” pode agora ter que calar a boca na marra — por decisão judicial.

Segundo o MP, os parlamentares teriam difamado deliberadamente o ex-prefeito para favorecer o adversário no segundo turno da eleição. Entre os ataques, está o uso distorcido de um trecho do livro Cobiça, escrito pelo próprio Fuad, além de uma falsa associação do ex-prefeito à exposição de crianças a conteúdo impróprio.

Como se não bastasse, a ação também pede indenização por danos morais à família de Fuad, que faleceu em março deste ano, aos 77 anos. Um verdadeiro “tributo bolsonarista” à memória de quem já não pode se defender. Triste e revelador.

A ação atinge ainda outras figuras da direita mineira: a candidata a vice-prefeita Cláudia Araújo Romualdo (mais conhecida como Coronel Cláudia, do PL) e a deputada Delegada Sheila (PL). Parece que o manual da velha política de guerra suja foi distribuído em massa na campanha.

E o enredo só piora: um suplente de vereador, também envolvido, firmou acordo com o MP. Admitiu que o conteúdo era falso, renunciou a qualquer futura candidatura em 2026, pagará R$ 31,5 mil a uma entidade social e fará retratação pública. Ou seja: reconheceu que mentiu e vai pagar — literalmente — pelos danos.

Vale lembrar que durante a campanha, a Justiça Eleitoral já havia reconhecido irregularidades. Vídeos com as acusações foram retirados do ar, e a coligação de Fuad teve direito de resposta. Mesmo assim, Engler chegou a classificar o livro Cobiça como “pornográfico” em um debate na TV Globo — uma jogada baixa que foi desmentida ao vivo e depois classificada como fake news pela Justiça, que determinou a retirada do vídeo e afirmou que Engler fez apologia à desinformação.

O destino é irônico mesmo…

Nikolas, que construiu carreira política em cima de vídeos virais e desinformação, agora corre o risco de ser banido do jogo político por fazer exatamente aquilo que sempre fez: atacar, distorcer, acusar sem provas — e sair correndo. Só que dessa vez, o rastro ficou.

Se a Justiça confirmar a perda dos direitos políticos, será a prova definitiva de que, mais cedo ou mais tarde, a mentira cobra seu preço. E quando o castelo de fake news desmorona, não há like que sustente.


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