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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Deputado bolsonarista teria usado verba milionária para promover fake news no Instagram; denúncia foi enviada ao TSE e pode render cassação

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

![Imagem destacada sugerida: Card com a frase “Aqui tem fake news patrocinada?” sobre fundo vermelho, com a imagem estilizada de Nikolas e o valor R$ 750 MIL em destaque.]


A liberdade de expressão anda cara no Brasil — especialmente se você for bolsonarista e tiver R$ 750 mil sobrando. Ou melhor: se tiver dinheiro público, de origem ainda não explicada, para torrar em anúncios no Instagram.

Segundo denúncia que circula nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) — apelidado carinhosamente de “Chupetinha” pelos internautas — teria investido R$ 750 mil para impulsionar vídeos recheados de fake news, com direito a patrocínio pago à Meta (empresa dona do Instagram e Facebook). A denúncia foi supostamente embasada por apuração do The Intercept Brasil (que, por sinal, ainda não apareceu no site do veículo — seguimos aguardando o link oficial).

E como se não bastasse a “criatividade” do conteúdo, o financiamento também parece digno de investigação. A pergunta que não quer calar é: quem pagou essa conta? Dinheiro público? Recursos da Câmara? Uma vaquinha secreta do zap? 🤔


Enviaram ao TSE. Agora vai?

O influencer jurídico de direita disfarçado de parlamentar virou notícia (de novo) após o caso chegar às mãos do Tribunal Superior Eleitoral. Sim, o TSE pode avaliar pedido de cassação, o que não é exatamente uma novidade no currículo do deputado — já multado anteriormente por espalhar desinformação durante as eleições de 2022.

Mas como todo bolsonarista raiz, Nikolas prefere o vitimismo performático à prestação de contas. Até agora, nenhuma explicação convincente foi dada sobre os valores, os contratos ou os alvos dos impulsionamentos. Transparência? Isso é coisa de comunista, né?


R$ 750 mil pra promover “Jesus e mitadas”

Os vídeos impulsionados, segundo os relatos, promovem um mix de discursos religiosos, ataques ao Supremo, revisionismo histórico e aquela pitada básica de fake news sobre vacinas, educação e “ameaças comunistas imaginárias”.

Se for verdade, é praticamente uma obra de ficção bancada com verba pública. Um novo gênero audiovisual: “mitadas patrocinadas com o seu dinheiro”. 📱💸


E agora, Brasil?

Caso se confirme que os valores partiram de fontes públicas — como verbas de gabinete, emendas, assessorias fantasmas ou empresas de fachada — o caso pode evoluir para crime de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de poder econômico.

Ou seja: o que começou como “liberdade de expressão” pode terminar em cassação, inelegibilidade e talvez até xadrez. Mas calma: se acontecer, ele ainda pode fazer “live do presídio” com filtros no Instagram.


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