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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Nas redes sociais, o desafio está lançado: militância é chamada a comparar os perfis dos candidatos e refletir quem de fato defende o projeto de esquerda em Sinop (MT) 🇧🇷🚩

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Partido dos Trabalhadores de Sinop vive um momento decisivo em sua trajetória. Neste 06 de julho de 2025, a eleição interna coloca frente a frente dois projetos de partido — e o resultado poderá definir se a sigla continuará engavetada ou se voltará a ocupar o lugar que lhe cabe: ao lado do povo, nas ruas, nas redes e nas lutas.

De um lado está Ney da Saúde, nascido em Cacoal (RO), filho de pequenos agricultores, que construiu sua história nas bases populares. Iniciou sua militância na Pastoral da Juventude, atuou no sindicato dos trabalhadores rurais e no Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), ocupando cargos de presidente e vice-presidente do sindicato em Alto Alegre dos Parecis (RO). Também foi presidente do PT naquela cidade.

Há 10 anos morando em Sinop, Ney atua na área da saúde e se formou como técnico em enfermagem, com especialização em instrumentação cirúrgica e gestão hospitalar. Além de profissional da saúde, é também uma liderança combativa na política local, com forte presença nas redes sociais e defesa cotidiana do Partido dos Trabalhadores.

Atualmente, é assessor parlamentar do deputado estadual Lúdio Cabral, o mais votado do PT em Mato Grosso, o que reforça ainda mais seu compromisso com as pautas do partido e sua articulação com os mandatos populares.

Ney está filiado ao PT há 15 anos, mas sua militância vem de 22 anos de caminhada com o partido. Ao contrário de muitos, não tem vergonha de dizer que é petista — faz a defesa pública do partido todos os dias, com coragem, coerência e compromisso com a base.

“Não quero um PT guardado na gaveta que só aparece de dois em dois anos. Quero um PT presente, firme, com cara e com voz. Que lute pelos trabalhadores e que tenha orgulho da sua história”, afirma Ney da Saúde.

Do outro lado está o candidato Vilmar Mendes Galvão, sindicalista da construção civil, ligado ao SITICOM — sindicato da categoria no norte de Mato Grosso. Vilmar também tem histórico no movimento sindical e participa do partido há muitos anos, mas representa o tipo de direção que se esconde: não posta, não se posiciona, evita falar em política de esquerda nas redes sociais e desaparece da militância fora dos períodos eleitorais.

Além disso, nos momentos de maior crise enfrentados pelo Partido dos Trabalhadores, Vilmar Galvão virou as costas para a sigla: chegou a atacar a CNB municipal, dizendo que “não servia para presidir o partido”. Rompeu com o PT, filiou-se ao PSDB e só retornou ao Partido dos Trabalhadores em 2023. Hoje, de forma contraditória, apresenta-se como candidato apoiado pela mesma CNB que antes rejeitou.

O desafio está lançado: a militância petista é chamada a olhar com atenção os perfis públicos dos dois candidatos e fazer uma reflexão honesta — quem de fato defende o projeto de esquerda em Sinop? Quem está nas redes, nas ruas, nas lutas? E quem só aparece quando chega a hora de assumir cargo?

Que tipo de presidente o PT merece?
Um que esconde a sigla ou um que levanta a bandeira?
Um que engaveta o partido ou um que luta com o povo?

A militância tem a palavra. E o futuro do partido começa hoje.


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