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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Acordo firmado sem transparência pode desmantelar um dos serviços mais essenciais do SUS, afetando diretamente o atendimento de urgência à população mais vulnerável.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Um dos serviços mais importantes do SUS pode estar sob risco em Mato Grosso. De forma silenciosa, o governo estadual assinou um termo que pode levar à extinção do SAMU 192, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — peça-chave no socorro imediato à população em casos graves.

Segundo informações divulgadas, o acordo foi firmado sem transparência pública, levantando preocupações entre profissionais da saúde e parlamentares. Até o momento, o conteúdo do termo não foi tornado público, o que impede a sociedade de saber quais impactos reais essa decisão pode trazer.

🚑 O que está em jogo?
O SAMU é um braço essencial do SUS. Ele atua salvando vidas em situações críticas: infartos, AVCs, acidentes, complicações respiratórias, emergências obstétricas, tentativas de suicídio, entre outros. Por meio do número 192, qualquer pessoa pode acionar gratuitamente uma equipe especializada, que avalia o caso e envia uma ambulância, se necessário.

O atendimento é regulado por profissionais de saúde, garantindo que cada caso receba o suporte adequado, no menor tempo possível. A extinção ou desmonte do SAMU comprometeria essa lógica — aumentando o tempo de resposta, sobrecarregando UPAs e hospitais e, sobretudo, colocando vidas em risco.

Um ataque ao SUS
Criado em 2003, o SAMU foi um marco na ampliação do acesso à urgência e emergência no Brasil. Ele representa um dos maiores avanços do Sistema Único de Saúde ao garantir atenção pré-hospitalar gratuita, rápida e de qualidade. Extingui-lo, mesmo parcialmente, seria um retrocesso brutal e injustificável.

Hoje, milhões de brasileiros dependem desse serviço. Em Mato Grosso, isso não é diferente: cidades do interior, com poucos recursos, contam com o SAMU como única alternativa de atendimento rápido. Colocar isso em risco é negligenciar o direito à vida e à saúde da população.

Ao agir nas sombras para desmontar o SAMU, o governador de Mato Grosso se posiciona contra a saúde pública de qualidade e precisão. É um projeto de desmonte — feito em silêncio, mas com impacto direto sobre o povo mais vulnerável.


Transparência é obrigação, não favor.
A sociedade mato-grossense tem o direito de saber o que está sendo decidido nas sombras — principalmente quando o que está em jogo são vidas humanas. Defender o SAMU é defender o SUS, a dignidade e o cuidado com o povo. 🇧🇷❤🚩


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