Região Norte do estado, com destaque para Sorriso, concentra maior número de investigados e envio de caminhões a Brasília. Relatório “Agrogolpistas” revela 142 nomes ligados ao setor rural envolvidos em ações antidemocráticas.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O estado de Mato Grosso, conhecido como “celeiro do Brasil”, é também o principal foco das investigações sobre a participação de empresários do agronegócio na tentativa de golpe registrada após as eleições presidenciais de 2022. Segundo o relatório “Agrogolpistas”, produzido pelo observatório De Olho nos Ruralistas, 74 dos 142 nomes listados – o equivalente a 52% – têm atuação direta no estado.
Esses empresários estão sendo investigados por supostamente financiar atos antidemocráticos, incluindo o envio de recursos e apoio logístico às mobilizações golpistas instaladas em frente a quartéis, especialmente no chamado “QG golpista” de Brasília.
Um dos pontos centrais destacados pelo relatório é o município de Sorriso (MT), no Norte do estado. Reconhecido como o maior polo produtor de soja do mundo, Sorriso lidera o envio de caminhões ao acampamento golpista. Dos 234 veículos identificados em Brasília, 56 pertencem a fazendeiros do município, segundo os dados apurados.
A concentração de casos se dá principalmente no Notão de Mato Grosso, uma área não oficial, mas amplamente reconhecida por seu peso econômico e político. Essa região compreende três macrorregiões administrativas, totalizando 36 municípios, a maioria inserida na porção amazônica do estado. A capital econômica da região, Sorriso, simboliza o avanço do agronegócio na Amazônia Legal e, ao mesmo tempo, revela o grau de envolvimento de parte do setor na radicalização política recente.
O relatório destaca que os nomes investigados são fazendeiros, empresários do setor de transporte, exportadores e lideranças rurais que teriam contribuído para o financiamento da logística golpista, incluindo fornecimento de alimentação, estadia e combustível para caravanas.
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deolhonosruralistas.com.br

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