Mais de 18 mil bolsas foram concedidas com irregularidades; entre os beneficiados, alunos com carros de luxo, imóveis milionários e até lanchas. TCE aponta prejuízo de R$ 324 milhões aos cofres públicos.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O programa Universidade Gratuita, criado pelo governo de Jorginho Mello (PL‑SC) em 2023 com a proposta de garantir acesso à educação superior para estudantes de baixa renda, tornou-se alvo de um dos maiores escândalos de má gestão e favorecimento indevido já registrados em Santa Catarina.
De acordo com levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE‑SC), foram identificadas 18.283 inscrições com indícios de fraude, sendo que 858 estudantes declararam patrimônio acima de R$ 1 milhão — todos recebendo bolsa integral. Dentre eles, 12 alunos possuíam patrimônio superior a R$ 10 milhões, incluindo carros de luxo, imóveis milionários, caminhões, lanchas e até Porsches.
Ainda segundo o TCE, houve omissão de renda ou patrimônio em mais de 15 mil casos, 1.699 inscrições omitiram vínculo empregatício e 4.430 apresentaram renda inferior à realidade. A estimativa do órgão é de que as fraudes possam ter gerado um prejuízo de R$ 324 milhões aos cofres públicos.
Diante das denúncias, o TCE encaminhou o caso ao Ministério Público, à Polícia Civil (Deic) e cobrou providências da Secretaria de Estado da Educação, que prometeu suspender as bolsas irregulares e exigir ressarcimento.
Para especialistas, o escândalo evidencia falhas graves na fiscalização e controle dos dados patrimoniais dos beneficiários. E, mais do que isso, escancara o uso indevido de recursos públicos em detrimento de estudantes realmente vulneráveis.
Fonte: Inspired News

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