A Voz do Povo em Tela
A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

O Brasil segue punindo quem vive do suor e premiando quem lucra com privilégios

É a velha história que insiste em se repetir: quem vive no aperto, contando cada centavo para sobreviver, continua pagando a conta dos privilégios de quem já tem tudo. Enquanto milhões de brasileiros batalham com um salário mínimo para garantir o básico, o Congresso Nacional tomou uma decisão que escancara sua prioridade: proteger os super ricos e transferir a fatura para a classe trabalhadora.

Nesta semana, parlamentares derrubaram um decreto que estabelecia uma cobrança justa sobre grandes fortunas e fundos milionários. O decreto revogado previa:

  • ✅ Redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% para 3,5% nos cartões de crédito internacionais, beneficiando a população em geral;
  • ✅ Fim da isenção para grandes cooperativas bilionárias em operações de crédito, que atualmente desfrutam de benefícios indevidos;
  • ✅ Tributação de 5% sobre aportes acima de R$ 600 mil por ano em fundos de previdência privada, atingindo menos de 1% dos investidores brasileiros — a elite financeira.

Era uma proposta simples e justa: quem pode mais, contribui mais. Mas a maioria do Congresso escolheu proteger os interesses dos que concentram riqueza, mantendo isenções milionárias e abrindo um rombo estimado em R$ 12 bilhões nos cofres públicos.

Uma escolha clara: proteger os privilégios

Essa decisão representa um verdadeiro tapa na cara da classe trabalhadora. Enquanto o povo sofre com cortes na saúde, sucateamento da educação e a alta do custo de vida, os poderosos continuam blindados. São protegidos por um sistema tributário perverso — e por parlamentares que dizem representar o povo, mas legislando em causa própria ou em favor de grandes grupos econômicos.

A contradição é brutal: trabalhadores explorados seguem defendendo figuras e projetos que atuam contra seus próprios direitos. Muitos, iludidos por discursos vazios, acabam sendo massa de manobra para proteger quem nunca andou de transporte público ou pisou numa fila do SUS.

Justiça tributária é o único caminho

Não há equilíbrio fiscal verdadeiro sem enfrentar os privilégios tributários. O Brasil é um dos países que mais tributam o consumo e menos tributam a renda e o patrimônio. Na prática, isso significa que o pobre paga mais imposto, proporcionalmente, que o rico.

Romper essa lógica é urgente. O Congresso não pode continuar ignorando a desigualdade enquanto promove cortes para quem mais precisa e blindagem para quem mais lucra.

De que lado você está?

O país precisa escolher entre dois caminhos:

  • 👉 Defender a classe trabalhadora, garantindo saúde, educação, moradia e dignidade;
  • 👉 Ou continuar servindo aos donos do dinheiro, que acumulam fortunas à custa da miséria alheia.

Enquanto a população não acordar, seguirá sendo explorada — e ainda aplaudindo seus algozes. Eles têm a caneta, o poder e, pior, têm quem os defenda de graça.

É hora de romper essa contradição. O Brasil precisa de justiça fiscal, coragem política e consciência de classe.


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